"Na arena internacional, sempre declaramos que colaboraremos nas áreas de educação, pesquisa, serviços e tecnologia com países que pensam da mesma forma e com qualquer país que interaja com a República Islâmica do Irã", disse Eslami.
Ele detalhou que os especialistas iranianos ajudarão a Venezuela a recuperar vários aceleradores de partículas, que foram desativados devido a medidas coercitivas unilaterais impostas pelos Estados Unidos e outros países ocidentais.
"A Venezuela tem vários aceleradores de partículas em seus hospitais que estavam paralisados devido às sanções dos países ocidentais, liderados pelos Estados Unidos [...]. Portanto, atendendo à solicitação do governo venezuelano, nossos especialistas colocaram isso em sua agenda e vamos ajudar [o país sul-americano]", enfatizou.
Um acelerador de partículas é uma máquina usada na radioterapia para tratar pacientes com câncer. Essa máquina forma feixes de energia com intensidades variadas, que podem ser direcionados a um tumor a partir de vários ângulos para atacar o alvo de forma totalmente tridimensional.
Em junho de 2023, Eslami disse que Teerã e Caracas logo iniciariam a cooperação em questões nucleares, especialmente em medicina nuclear e produtos radio farmacêuticos. Ele criticou o Ocidente por privar nações soberanas como a Venezuela do acesso a produtos radio farmacêuticos que curam doenças como o câncer.
A esse respeito, citando a vice-presidente venezuelana de Ciência, Tecnologia, Educação e Saúde, Gabriela Jiménez-Ramírez, o chefe do órgão nuclear iraniano disse que nenhum dos aceleradores de partículas para radioterapia e dispositivos no setor de medicina nuclear funciona na Venezuela porque as empresas norte-americanas se abstêm de prestar serviços ao país sul-americano.
Apesar das sanções impostas pelos EUA ao programa nuclear pacífico do Irã, a República Islâmica fez um progresso considerável na medicina nuclear, ficando entre os três maiores fabricantes de produtos radio farmacêuticos do mundo.
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